Notícias

Sexta, 17 Fevereiro 2012 15:23

BOA DEMANDA PARA ENTREGAS RÁPIDAS

Empresa do setor exige investimento inicial de R$ 20 mil, afora o ponto comercial 

Com a vida corrida nos grandes centros urbanos, as entregas rápidas estão se tornando cada vez mais comuns. Seja documento, mercadoria ou alimentos, a demanda é crescente. Para iniciar um negócio do gênero, a empresa pode começar com apenas três funcionários. Se o objetivo é começar com gás total, pode-se montar uma equipe de 15 motoboys ou ciclistas e organizar um pequeno escritório, com investimento de R$ 20 mil. 

A escolha do ponto comercial é importante: locais com grande concentração de escritórios são mais indicados. O faturamento médio mensal é de R$ 10 mil e o tempo de retorno fica na faixa dos 12 meses. Proprietário da Bikexpress, de São Paulo, Anderson Marcelo de Oliveira atua no ramo de entregas rápidas desde 2001. Mas, em vez das motos, o empresário optou por trabalhar com bicicletas. Mesmo não sendo motorizado, o veículo gera bons resultados: cada um dos 15 ciclistas percorre uma média diária de 100 quilômetros, atendendo à toda a grande São Paulo. Transportando diversos tipos de pacotes - desde que o peso não ultrapasse 5 quilos - a Bikexpress tem como foco principal as entregas das farmácias de manipulação. Segundo Oliveira, 70% da demanda está relacionada a este setor.

Autônomos e contratados 

Para iniciar o negócio, o empresário investiu cerca de R$ 20 mil. No quadro de funcionários, há os que recebem como autônomos e os que possuem carteira assinada. O espaço físico para a instalação do escritório não precisa ser maior que 50 metros quadrados. No caso da Bikexpress, existem mais três colaboradores, além dos ciclistas, completando um quadro com 18 pessoas. O faturamento médio mensal é de R$ 10 mil. "No início, eu também fazia entregas. Comecei distribuindo panfletos, indo de porta em porta", conta ele, que mantém ainda uma oficina bem equipada para o conserto das bicicletas. 

Apaixonado por bicicletas, o empresário também presta consultoria para os interessados em abrir uma empresa de entrega rápida. A paixão pelas bicicletas vem de longa data. Em 1993, Oliveira trabalhava como office boy e, para economizar o dinheiro da passagem, percorria a cidade usando este meio de transporte. Isso sem falar nas competições de ciclismo. "Em 1996 fui morar no Japão e percebi que lá havia demanda para isso. Como voltei para cá sem emprego, resolvi apostar no ramo", diz ele.

Negócio pode ser altamente promissor 

O consultor do Sebrae/RJ, Haroldo Caser, classifica o negócio como altamente promissor, pela demanda crescente. O investimento baixo e a facilidade de trafegar com motos e bicicletas nas cidades torna as entregas mais rápidas. É preciso pesquisar a região onde se pretende atuar, analisar o público-alvo e a concorrência. "O Centro do Rio pode ser uma boa opção. Mas, para obter credibilidade no mercado, é fundamental não deixar as entregas para o dia seguinte", diz. Nos primeiros meses, o próprio dono pode trabalhar como empregado, o que diminui os custos.

Na ALM Express, também de São Paulo, o forte são as entregas e retiradas de documentos. O proprietário, Alexsandro Medeiros, abriu a empresa em 2001, depois de fechar um negócio próprio na área de alimentação. Antes, porém, já havia atuado como motoboy, o que lhe deu uma boa visão do segmento. A ALM tem 15 motoboys na equipe e já se prepara para incorporar mais 15. "Estamos comprando uma outra empresa, em outra região da cidade, o que vai permitir aumentar nosso raio de atuação de imprimir mais agilidade às entregas", diz.

Empresas e pessoas físicas são clientes 

De acordo com o empresário, 90% dos clientes são empresas, mas também se atendem pessoas físicas. O limite de peso, para cada motocicleta, é de 30 quilos, porém esse teto quase nunca é atingido, uma vez que 70% do material entregue é papel. A segurança do material que vai nos veículos deve estar entre as prioridades do negócio. Por isso, a empresa evita carregar dinheiro, a não ser para clientes antigos e com o pré-requisito de que o valor não seja alto.

Para agilizar, a empresa realiza apenas uma entrega por vez. "Conseguimos um controle maior porque abrimos uma ordem de serviço com o horário em que o motoboy saiu da AML Express. Ao receber a entrega, o cliente assina e coloca a hora. Quando o motoboy chega, fechamos a ordem e sabemos quanto tempo ele demorou. Nesse negócio, agilidade é fundamental", reitera Medeiros, que tem um escritório de 200 metros quadrados em Casa Verde e fatura algo em torno de R$ 17 mil mensais. Mesmo com o negócio indo bem, o empresário reclama da concorrência desleal.

- Muitas empresas vão surgindo sem estrutura, com preços muito inferiores aos de mercado, e acabam falindo. Como conseqüência, os clientes que utilizavam os serviços dessas empresas passam a não aceitar preços mais elevados - explica Medeiros. 

A Motofui atende a um público variado, que vai de donas de casa a grandes empresas. Com experiência na função de motoboy, o proprietário, Alex Ribeiro, de São Paulo, começou no ramo após perder o emprego em um escritório de design. Para incrementar o negócio, ele criou um site na Internet visando atrair novos clientes. A visitação média semanal da página chega a 17 mil acessos, garante Ribeiro.

Fonte: Sebrae